terça-feira, 18 de junho de 2013

A Importância da Leitura






As tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros de lado, o que resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo vocabulários cada vez mais pobres.

A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo.

Muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos. Através da leitura rotineira, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler; e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado.

Durante a leitura descobrimos um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.
O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que proporciona a capacidade de interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.
Por Eliene Percilia


Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.Bill Gates

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte."
Carlos Ruiz Zafón em “A sombra do vento”

Sobre a leitura...

Há mais coisas entre o texto e o leitor do que supõe a nossa vã filosofia.

Ah! A Leitura! Sempre nos surpreendendo, exigindo nossa máxima atenção. Um deslize e você está fora! Fora do seu contexto. Sim. A leitura faz parte de um contexto, e que seja o mesmo em que você está inserido, senão, meu caro, há de se desdobrar para absorvê-la. Importante salientar que leitura se faz não somente de um texto escrito, mas da fala de alguém, de imagens, de gestos, de expressões e de tantas outras formas de linguagem, e que para obtermos uma leitura correta é preciso que se faça inferências.
A leitura faz parte da nossa competência comunicativa, estamos constantemente lendo, nossos conhecimentos prévios de mundo e nosso acervo lingüístico nos possibilita esta prática. Basta saber se estamos lendo de forma consciente, se somos capazes de inferir informações implícitas no texto, de ler nas entrelinhas, de identificarmos o real significado de um significante, tomando o referente como ponto de partida, e mais, de refletirmos e tomarmos posições diante do que nos é apresentado. Saber ler é uma habilidade adquirida com prática.
O que fazer para adquirirmos essa prática?  Sabendo que nosso desempenho como leitores vai ao encontro de nossas expectativas enquanto ser pensante?

Primeiramente é preciso que se tome consciência do porquê vou fazer tal leitura. Procuro respostas? Quero saber mais sobre determinado assunto? É por que gosto do “texto” e este me proporciona momentos de prazer ou simplesmente porque quero fazer da leitura uma forma de expressão? Estando o objetivo da leitura compreendido, somos motivados a fazê-la. Há uma razão concreta para praticá-la. A partir de então, atentos ao seu chamado e conscientes de sua importância, tornamo-nos leitores ativos e aos poucos conhecedores das “coisas que há entre o texto e o leitor”. 

por Karen Schiller

Trabalhando a competência escritora do aluno

Como deve ser o ensino de redação escolar, para que o aluno amplie sua capacidade de escrever textos e sinta prazer nessa atividade?


         Antes de mais nada, é preciso ressaltar a palavra “ampliar”; ela define o tipo de olhar que o professor deve ter para com o aluno ao trabalhar a produção textual. A consciência de que o discente é um falante nativo da língua e produz textos diariamente para se comunicar é fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Partindo dessa premissa, o método e as técnicas utilizadas não só estarão adequadas como também serão aceitas pelos alunos. Aceitar a diversidade lingüística e trabalhar a partir dessa é essencial para que o aluno sinta-se valorizado e motivado a melhorar, a “ampliar” sua competência lingüística, leitora e escritora. Cabe lembrar de que o primeiro contato do aluno com a escrita é na escola e de que sua relação com ela dependerá da experiência que tiver com ela.
         Quanta responsabilidade! E o pior é que não existe uma cartilha para o sucesso. Somente a experiência em sala de aula e as tentativas, muitas vezes frustrantes, com atividades que exijam a escrita dos alunos, é que podem ajudar o professor a encontrar o método mais eficaz de ensino da produção textual.
         Arrisco aqui, depois de uma experiência de cinco anos em sala de aula, falar um pouco sobre o ensino da redação escolar.
Como já foi dito, é importante valorizar a bagagem lingüística do aluno, o que descarta a possibilidade de começar o trabalho com a produção escrita apresentando aos alunos um texto com linguagem erudita; muito menos exigindo que os mesmos produzam um texto usando essa linguagem. Outro detalhe importante é trazer para ler e discutir em sala de aula textos atrativos, condizentes com a realidade do aluno e que desperte o interesse dele pela leitura e mesmo para a escrita.
         Exigir a produção textual sem antes apresentar o assunto e sem discutir o tema com os alunos fará com que o aluno sinta-se incapaz, e isso pode prejudicar a sua trajetória como aluno de língua portuguesa na escola. É importantíssimo tornar o assunto, a ser abordado na redação, interessante. Escutar o ponto de vista do aluno, as reflexões que ele supostamente fará após assistir atento a “performance” do professor - Sim! O professor também é artista! Afinal, ele tem um público à espera de sua apresentação - o tornará parte do processo ensino-aprendizagem e ele sentirá orgulho disso.
        
         Vale ressaltar que nem sempre a melhor forma de ensinar a redação é pedindo que ele disserte sobre algo ou que narre uma história. A elaboração de uma carta, de uma história em quadrinhos, de um poema, de uma receita culinária ou até mesmo de uma piada, pode ser muito mais divertida e eficaz.
         Os exercícios com os recursos coesivos é uma ótima pedida. Eles não só ajudam na concatenação das idéias, na unidade textual, como também possibilitam ao aluno o contato com a norma culta de uma maneira simples, objetiva e aceitável; já que é visível a importância da gramática na produção de um bom texto. E eles gostam de aprender novas formas de se dizer o que já se dizia. Aos poucos, esse trabalho com os mecanismos de coesão, vai mostrando ao aluno a diferença entre a linguagem falada e a escrita.
         A leitura de um livro em sala de aula junto com os alunos, capítulo por capítulo, durante uma semana que seja, e depois propor uma discussão sobre o mesmo e uma redação livre sobre o que entendeu, o que achou da história, da forma de escrever do autor, da apresentação das personagens, do espaço, do enredo, é uma maneira descontraída de apresentar uma estrutura narrativa ao aluno e fazer com que ele desperte seu senso crítico; fundamental a todo leitor.

         Afinal, atrair o aluno com bons textos e com uma boa leitura desses, ainda é o ponto de partida para quem quer ter sucesso no ensino da produção escrita.  
                                                                                   
                                                                                                           por Karen Schiller

domingo, 16 de junho de 2013

Liberdade para Leitura

Leitura em frases e imagen3

A Literatura por Ricardo Azevedo

Poema "Aula de leitura"
 
A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão; 
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é à-toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pelo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração. 
Uma arte que dá medo 
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.
 
Poema extraído do livro: AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengonçados. São Paulo: Ática,1999.



Fragmento de um texto de Rubem Alves sobre o Prazer da Leitura


 
"Pois a leitura é igual à música. Para que a leitura dê prazer é preciso que quem lê domine a técnica de ler. A leitura não dá prazer quando o leitor é igual ao pianeiro: sabem juntar as letras, dizer o que significam — mas não têm o domínio da técnica. O pianista dominou a técnica do piano quando não precisa pensar nos dedos e nas notas: ele só pensa na música. O leitor dominou a técnica da leitura quando não precisa pensar em letras e palavras: só pensa nos mundos que saem delas; quando ler é o mesmo que viajar."

ALVES, Rubem, 2001. Coletânea de Textos. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Ministério da Educação.

As Melhores Viagens da Minha Vida Eu Fiz Sem Sair do Lugar

jornada

A Leitura no Desenvolvimento da Criança

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A Leitura é para o Intelecto o que o Exercício é para o Corpo

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9 Formas de Estimular a Leitura

 

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PROPOSTA DE DIVERSAS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM

INTRODUÇÃO

ESTRATÉGIAS DE ENSINO
 
Estratégias são as intervenções realizadas no meio escolar para favorecer a mudança e promover a aprendizagem dos alunos.
Em sala de aula, deparamos com situações diversificadas que exigem diferentes estratégias de trabalho. Estas, inicialmente, dependem de uma interação professor - aluno.
Ao iniciar um trabalho com cada gênero observamos uma situação na qual os alunos se mostram, muitas vezes, despreparados para compreender sozinhos, aquele determinado gênero. É nesse momento que a intervenção do professor torna-se fundamental, já que é seu papel o de facilitador e mediador entre aluno e conteúdo.  Sendo que a primeira intervenção é a identificação do conhecimento prévio para delimitar aquilo que o professor tem a complementar.
Em seguida, tem que se adequar as sequências didáticas à realidade daquela turma,  através de estratégias organizadas a partir da idade e da série em que estão inseridos.  Buscando apresentar os gêneros de acordo com a função social de cada um, das esferas discursivas, entre outros, para que os alunos atribuam sentido ao aprendizado.
A partir disso é preciso delimitar os objetivos a serem atingidos na proposta das sequências didáticas que, ao mesmo tempo em que deve ser um desafio, deve também ser uma atividade possível de ser realizada.
Na organização dessas atividades, o professor age como um mediador,  ao propor o tempo e a ordenação do que deve ser realizado, facilitando assim a produção por meio da qual será possível avaliar a transformação.

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM
 

             Baseadas no texto Pausa de Moacyr Scliar e no filme Click.
 
 
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM I
 
Os alunos deverão assistir ao Filme “Click”, com Adam Sandler, e posteriormente fazer oralmente uma comparação de informações com as diferentes pausas na vida deles.

  

 

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM II
 
Inferências e os conhecimentos prévios em nível de título e autor.

Antes de entregar o texto aos alunos, ler para eles o título e o nome do autor e fazer os seguintes questionamentos orais:
a) Perguntar aos alunos sobre a palavra “pausa”, qual significado a que ela remete?
b) Sobre o que ele acha que vai tratar o texto “Pausa”? (trabalhar o título do texto, levantamento de hipóteses e conhecimento prévio).
 
_________________________________________________________________________
 
PAUSA
          
          Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro. Fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
          —Vais sair de novo, Samuel?
      Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
          —Todos os domingos tu sais cedo – observou a mulher com azedume na voz.
          —Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
          —Por que não vens almoçar?
          —Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse a carga, Samuel pegou o chapéu:
          —Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
          —Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
          —Estou com pressa, seu Raul – atalhou Samuel.
          —Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre - Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
          —Aqui, meu bem! – uma gritou, e riu: um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta a chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho: a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a move-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido. 
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por um índio montado o cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhando de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, levou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
          —Já vai, seu Isidoro?
          —Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
          —Até domingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.
          —Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caia.
          —O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo dos cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.
 
_________________________________________________________________________
 
          
          Após a leitura silenciosa, começar a levantar as hipóteses dos alunos, confirmando-as ou não, a partir do texto, expondo na lousa, para facilitar a visualização.
 
          a) Então, a “pausa” que vocês falaram, é a mesma da mencionada no texto?
 
          b) Quais os outros significados para a palavra “pausa” que encontramos  após a leitura?


SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM III
 
 
Elaborar, então, alguns cartazes, em grupo, sobre a significação do texto para os alunos, propiciando uma situação de aprendizagem em que os que têm menos dificuldades auxiliarão aqueles com mais dificuldades, levando em consideração as propostas de Roxane Rojo (em relação à heterogeneidade) e a de Marinho Américo e Zoraide Silva.  Nesse momento, faz-se o trabalho de busca dos significados das palavras desconhecidas. É feito um trabalho com vocabulário com relação as palavras desconhecidas, como “barcaça”, “vacilante”, entre outros, e a pesquisa em torno do autor, em busca da intencionalidade deste ao escrever o texto – essas atividades podem ser realizadas na sala de informática, antecedendo a produção dos cartazes.
 
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM IV
 
Segue-se com a apresentação dos cartazes para a sala promovendo a interação entre aluno e professor e entre aluno e aluno, aproveitando para retornar à checagem de hipóteses.
 
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM V
 
Após a realização dessas atividades em torno da leitura realizada pelos próprios alunos, o professor lerá o texto oralmente na sala, como se fosse um “contador de histórias”, pois, acreditamos que a leitura realizada pelo docente pode alterar a significação do texto, reconstruindo-a. Isso acontece porque o docente obedece às pausas que são fundamentais para o sentido do texto, as quais são dadas a partir da utilização da pontuação e de período curtos, entrecortados, o que pode, a primeira vista, passar despercebido ao aluno do  6ºano.
 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM VI
 
           Apresentar ao aluno o gênero CRÔNICA (sua função social, características e meio de circulação) pode-se aproveitar, para trabalhar com a pontuação (o ponto final e a vírgula) no sentido de que é ela a responsável pelas pausas nos textos escritos.  Isso pode ser feito por meio da pesquisa dos alunos em uma gramática levada para a sala de aula para que eles cheguem à função da pontuação nos textos.
 
SITUAÇÃO DE APREDIZAGEM VII
          Depois da leitura do professor, conclui-se a etapa de checagem de hipóteses e parte-se para a localização de informações explícitas e implícitas no texto, o que pode ser feito em uma roda de conversa, que tem o objetivo de refletir sobre o texto e trocar informações e experiências de vida. Eles já sentiram essa necessidade na vida deles?
 
  SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM VIII
 
Construção de uma crônica a partir das experiências individuais de cada aluno.
 

Local da aula – Salas de multimídia e informática
 
Público alvo – 6º ano
 
Número de aulas – 09 a 10 aulas
 

(DOLZ, Joaquim e SCHNEUWLY, Bernard e colaboradores. Gêneros Orais e Escritos na Escola. Trad. e organiz. ROJO, Roxane e CORDEIRO, Glaís Sales. 2 ed., Campinas, SP: 2010.P.50 a 53.
ROJO, Roxane. Letramentos múltiplus, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
SCLIAR, Moacyr. In BOSI, Alfredo (org.). O Conto Brasileiro Contemporâneo. São Paulo: Ed. Cultrix, s/d. pp. 275-277.
Filme Click, 2006. Revolution. Columbia Pictures)

Desenvolvendo as competências escritora e leitora dos nossos alunos

Trabalhando a leitura e a escrita
Público-alvo: alunos do 6º ano

Crônica sugerida
NO AEROPORTO

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores.
Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos.
Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhe conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade

Atividades propostas
Trabalhando a oralidade
     1)  Fazer a leitura do 1º parágrafo do texto e indagar  a respeito de quem poderia ser Pedro. Repetir a mesma estratégia com os demais parágrafos do texto.
     2)  Montar um quadro na lousa com as hipóteses levantadas pelos alunos com  as justificativas adequadas para cada hipótese.
     3) Pedir uma pesquisa para os alunos sobre o autor Carlos D. de Andrade

Interpretação de texto

     4)  Este texto de Drummond fala sobre o que?
     5) Onde se passa a história e com quem?
O que é Galeão? ( Localizar informações, inferências locais)
Ainda fazendo inferências: Por que a relação do narrador com Pedro nos parece estranho (antes do desfecho)?
     6) Qual foi a intenção do autor ao expor o estranho comportamento de seu amigo?

Intertextualidade
Texto:  “Trem- Fantasma”, de Nilton Maciel.

Trem-fantasma
-
O maquinista, logo após o desastre, deu um grito, levou as mãos à cabeça, pôs-se a chorar e recostou-se a um canto da parede, sentando-se. Descuido? Imprudência? A locomotiva partiu da estação primeira já em alta velocidade e, num segundo, alcançou a segunda, a terceira, feito bala, apitando, sem parar em nenhuma estação. Quando o maquinista percebeu o perigo, não havia mais tempo para frear o trem. O precipício abria-se à sua frente, profundo, mortal. O homenzinho fez careta, arregalou os olhos: os vagões resvalaram, despedaçando-se no fundo do abismo. "Ó meu Deus!" Porém, havia um consolo: nenhum passageiro havia subido aos vagonetes. E ajudantes ele nunca teve. Assim, nada de vítimas. Mais sossegado, enxugou as lágrimas e engatinhou até o primeiro pedaço do trem. Pôs-se a juntar um a um os restos do veículo. Olhou para cima, para a grande mesa da sala, onde o desastre teve início.
                                                           Nilto Maciel

    7)  Interdiscursividade na estética: O que há em comum  entre os textos?
    8) Apreciações estética afetiva: Qual dos dois textos surpreende mais?
    9)  No texto de Drummond, se o amigo Pedro não fosse uma criança, as atitudes compreensivas do narrador seriam as mesmas?
   10)  O velho e a criança tem muito em comum.
a)      Quais as marcas do texto mostram essas semelhanças?
b)      O narrador é jovem ou velho? Justifique com palavras do texto.

              Um poucode gramática
 11)  Retirar palavras e expressões que deem dicas de quem é Pedro, procurando classificá-las morfologicamente e explicando a sua função no texto.

   Redação

  12)  Propor a produção de um pequeno texto narrativo, em grupos, que seja surpreendente, em que o grupo deva fazer o jogo de mostrar e ocultar, para apresentar a classe de forma dinâmica.

sexta-feira, 14 de junho de 2013


Caros colegas,
Este vídeo é sobre um Projeto de Leitura e Escrita feito em uma escola de São Carlos para trabalhar a competência leitora. Achei muito interessante.
Abraços

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A leitura e a escrita na minha vida

Minha experiência com a leitura, de fato, se deu aos 15 anos, quando peguei o livro "Se houver amanhã", de Sidney Sheldon, para ler. O livro era da minha mãe, ela fazia coleção dos livros de Sheldon. Lembro que não levei três dias para ler, tamanha era a minha curiosidade em saber mais sobre a golpista da história. Fiz a maior propaganda do livro para meus colegas de escola e amigos da época. A partir de então comecei a me interessar pela leitura de livros de ficção. Li "Do outro lado da meia noite", do mesmo autor e tantos outros...
A escrita sempre esteve presente em minha vida. Começou com a agenda, parti para os poemas e cheguei nos textos teatrais. Hoje em dia, escrevo peças de teatro. Quer dizer, oficialmente, só registrei três delas, as quais também produzi e dirigi.
Sou formada como atriz, e o teatro me fascina. Costumo usar da minha dramaticidade em sala de aula para ler textos. Os alunos gostam bastante!
Até hoje ainda não sei se sou uma professora atriz ou uma atriz professora...
Olá a todos os colegas!

Gostaria de dizer como é fantástico relembrar as minhas memórias literárias e ler as experiências que todos tiveram em suas vidas. Lembro-me como se fosse hoje, quando meu falecido e querido pai colocava historinhas de contos infantis em “disco de vinil” para que eu ouvisse e depois me incentivava a escrevê-las em um caderno para ver se eu havia entendido. Creio que essa foi a minha base de incentivo a leitura e a escrita.  Obrigada meu pai herói pelas lembranças fantásticas que deixaram marcas inesquecíveis em minha vida e que me incentivaram a continuar neste mundo maravilhoso da leitura e produção de textos.
Um fato que marcou minha vida foi quando li as primeiras histórias em quadrinhos e os livros infantis que minha madrinha, que se chamava Vicentina, me presenteava. Ela dava livros porque somente assim eu ficava mais quietinha, pois era muito levada e, como podemos dizer atualmente, hiperativa. Precisava de algo que me fizesse ficar concentrada e ela descobriu que os livros me deixavam mais compenetrada, e assim adentrar ao mundo da leitura. E como era gostoso viajar no mundo da imaginação. Por isso quando os autores, Contardo Calligaris, Antônio Cândido e Rubem Alves, descreveram suas viagens reais e fictícias na busca de novas experiências que pudessem passar adiante para seus leitores, me identifiquei, pois o fomento da imaginação e dos sonhos é o alicerce de que dispomos como educadores para atrair a atenção de nossos alunos, instigando-os a adquirirem conhecimentos que os levem a concretização de seus projetos de vida.

Atualmente trabalho a cada quinze dias com aula de leitura, contando alguma história para mostrar aos alunos como é importante viajarmos no mundo da imaginação. Dependendo do gênero textual que estou trabalhando. Levo meus alunos dos 5º anos e da 6ª série ao pátio da escola, onde temos mesas, e deixo vários livros sobre uma delas dando livre arbítrio para que escolham o que querem ler. Acredito fielmente que é a partir disso que muitos que não tem este incentivo em suas casas poderão ter a oportunidade de ler, desenvolvendo o prazer pela leitura. E de fato os que gostam de informática também gostam de ler livros convencionais.

Beijos.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

 
Adoro ler desde minha adolescência, quando descobri os livros, ( na época era leitura obrigatória e até hoje agradeço minha professora de Português). A Montanha Encantada e A Mina de Ouro simplesmente amava ficava horas lendo depois foi a série Vaga-Lume, até hoje muitos são referência de leitura. Lembro-me que no começo do ano letivo ela sorteava um livro para cada aluno comprar, depois trocava-se entre os amigos, quem lia mais livros no bimestre ganhava um livro da professora era uma loucura todos queriam, mas isso me marcou de forma positiva, mostrando todo fascínio que a leitura pode nos proporcionar.
Ah, não posso esquecer de mencionar que ganhei meu exemplar de A Mina de Ouro dessa professora, o qual agora estou passando para meu filho que está demonstrando grande amor pela leitura.