terça-feira, 18 de junho de 2013

A Importância da Leitura






As tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros de lado, o que resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo vocabulários cada vez mais pobres.

A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo.

Muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos. Através da leitura rotineira, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler; e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado.

Durante a leitura descobrimos um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.
O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que proporciona a capacidade de interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.
Por Eliene Percilia


Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.Bill Gates

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte."
Carlos Ruiz Zafón em “A sombra do vento”

Sobre a leitura...

Há mais coisas entre o texto e o leitor do que supõe a nossa vã filosofia.

Ah! A Leitura! Sempre nos surpreendendo, exigindo nossa máxima atenção. Um deslize e você está fora! Fora do seu contexto. Sim. A leitura faz parte de um contexto, e que seja o mesmo em que você está inserido, senão, meu caro, há de se desdobrar para absorvê-la. Importante salientar que leitura se faz não somente de um texto escrito, mas da fala de alguém, de imagens, de gestos, de expressões e de tantas outras formas de linguagem, e que para obtermos uma leitura correta é preciso que se faça inferências.
A leitura faz parte da nossa competência comunicativa, estamos constantemente lendo, nossos conhecimentos prévios de mundo e nosso acervo lingüístico nos possibilita esta prática. Basta saber se estamos lendo de forma consciente, se somos capazes de inferir informações implícitas no texto, de ler nas entrelinhas, de identificarmos o real significado de um significante, tomando o referente como ponto de partida, e mais, de refletirmos e tomarmos posições diante do que nos é apresentado. Saber ler é uma habilidade adquirida com prática.
O que fazer para adquirirmos essa prática?  Sabendo que nosso desempenho como leitores vai ao encontro de nossas expectativas enquanto ser pensante?

Primeiramente é preciso que se tome consciência do porquê vou fazer tal leitura. Procuro respostas? Quero saber mais sobre determinado assunto? É por que gosto do “texto” e este me proporciona momentos de prazer ou simplesmente porque quero fazer da leitura uma forma de expressão? Estando o objetivo da leitura compreendido, somos motivados a fazê-la. Há uma razão concreta para praticá-la. A partir de então, atentos ao seu chamado e conscientes de sua importância, tornamo-nos leitores ativos e aos poucos conhecedores das “coisas que há entre o texto e o leitor”. 

por Karen Schiller

Trabalhando a competência escritora do aluno

Como deve ser o ensino de redação escolar, para que o aluno amplie sua capacidade de escrever textos e sinta prazer nessa atividade?


         Antes de mais nada, é preciso ressaltar a palavra “ampliar”; ela define o tipo de olhar que o professor deve ter para com o aluno ao trabalhar a produção textual. A consciência de que o discente é um falante nativo da língua e produz textos diariamente para se comunicar é fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Partindo dessa premissa, o método e as técnicas utilizadas não só estarão adequadas como também serão aceitas pelos alunos. Aceitar a diversidade lingüística e trabalhar a partir dessa é essencial para que o aluno sinta-se valorizado e motivado a melhorar, a “ampliar” sua competência lingüística, leitora e escritora. Cabe lembrar de que o primeiro contato do aluno com a escrita é na escola e de que sua relação com ela dependerá da experiência que tiver com ela.
         Quanta responsabilidade! E o pior é que não existe uma cartilha para o sucesso. Somente a experiência em sala de aula e as tentativas, muitas vezes frustrantes, com atividades que exijam a escrita dos alunos, é que podem ajudar o professor a encontrar o método mais eficaz de ensino da produção textual.
         Arrisco aqui, depois de uma experiência de cinco anos em sala de aula, falar um pouco sobre o ensino da redação escolar.
Como já foi dito, é importante valorizar a bagagem lingüística do aluno, o que descarta a possibilidade de começar o trabalho com a produção escrita apresentando aos alunos um texto com linguagem erudita; muito menos exigindo que os mesmos produzam um texto usando essa linguagem. Outro detalhe importante é trazer para ler e discutir em sala de aula textos atrativos, condizentes com a realidade do aluno e que desperte o interesse dele pela leitura e mesmo para a escrita.
         Exigir a produção textual sem antes apresentar o assunto e sem discutir o tema com os alunos fará com que o aluno sinta-se incapaz, e isso pode prejudicar a sua trajetória como aluno de língua portuguesa na escola. É importantíssimo tornar o assunto, a ser abordado na redação, interessante. Escutar o ponto de vista do aluno, as reflexões que ele supostamente fará após assistir atento a “performance” do professor - Sim! O professor também é artista! Afinal, ele tem um público à espera de sua apresentação - o tornará parte do processo ensino-aprendizagem e ele sentirá orgulho disso.
        
         Vale ressaltar que nem sempre a melhor forma de ensinar a redação é pedindo que ele disserte sobre algo ou que narre uma história. A elaboração de uma carta, de uma história em quadrinhos, de um poema, de uma receita culinária ou até mesmo de uma piada, pode ser muito mais divertida e eficaz.
         Os exercícios com os recursos coesivos é uma ótima pedida. Eles não só ajudam na concatenação das idéias, na unidade textual, como também possibilitam ao aluno o contato com a norma culta de uma maneira simples, objetiva e aceitável; já que é visível a importância da gramática na produção de um bom texto. E eles gostam de aprender novas formas de se dizer o que já se dizia. Aos poucos, esse trabalho com os mecanismos de coesão, vai mostrando ao aluno a diferença entre a linguagem falada e a escrita.
         A leitura de um livro em sala de aula junto com os alunos, capítulo por capítulo, durante uma semana que seja, e depois propor uma discussão sobre o mesmo e uma redação livre sobre o que entendeu, o que achou da história, da forma de escrever do autor, da apresentação das personagens, do espaço, do enredo, é uma maneira descontraída de apresentar uma estrutura narrativa ao aluno e fazer com que ele desperte seu senso crítico; fundamental a todo leitor.

         Afinal, atrair o aluno com bons textos e com uma boa leitura desses, ainda é o ponto de partida para quem quer ter sucesso no ensino da produção escrita.  
                                                                                   
                                                                                                           por Karen Schiller

domingo, 16 de junho de 2013

Liberdade para Leitura

Leitura em frases e imagen3

A Literatura por Ricardo Azevedo

Poema "Aula de leitura"
 
A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão; 
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é à-toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pelo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração. 
Uma arte que dá medo 
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.
 
Poema extraído do livro: AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengonçados. São Paulo: Ática,1999.



Fragmento de um texto de Rubem Alves sobre o Prazer da Leitura


 
"Pois a leitura é igual à música. Para que a leitura dê prazer é preciso que quem lê domine a técnica de ler. A leitura não dá prazer quando o leitor é igual ao pianeiro: sabem juntar as letras, dizer o que significam — mas não têm o domínio da técnica. O pianista dominou a técnica do piano quando não precisa pensar nos dedos e nas notas: ele só pensa na música. O leitor dominou a técnica da leitura quando não precisa pensar em letras e palavras: só pensa nos mundos que saem delas; quando ler é o mesmo que viajar."

ALVES, Rubem, 2001. Coletânea de Textos. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Ministério da Educação.